CO-DEPENDÊNCIA

É uma doença emocional que foi "diagnosticada" nos Estados Unidos por volta das décadas de 70 e 80, em uma clínica para dependentes químicos, através do atendimento a seus familiares. Porém, com os avanços dos estudos das causas e dos sintomas, que são os mais variados possíveis, chegou-se à conclusão de que esta doença atinge não apenas os familiares dos dependentes químicos, mas um grande número de pessoas, cujos comportamentos e reações perante a vida são um meio de sobrevivência.

Os co-dependentes são aqueles que vivem em função do(s) outro(s), fazendo destes a razão de sua felicidade e bem estar. São pessoas que têm baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa. Vivem tentando "ajudar" outras pessoas, esquecendo, na maior parte do tempo, de viver a própria vida, entre outras atitudes de auto-anulação. O que vai caracterizar o co-dependente é o grau de negligência de sua própria vida em função do outro e de comportamentos insanos.

A co-dependência também pode ser fatal, causando morte por depressão, suicídio, assassinato, câncer e outros. Embora não haja nas certidões de óbito o termo co-dependência, muitas vezes ela é o agente desencadeante de doenças muito sérias. Mas pode-se reverter este quadro, adotando-se comportamentos mais saudáveis. Os profissionais apontam que o primeiro passo em direção à mudança é tomar consciência e aceitar o problema.

O que é síndrome de dependência?

É um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor. Uma característica central da síndrome da dependência é o desejo (freqüentemente forte e algumas vezes irresistível), de consumir drogas psicoativas as quais podem ou não terem sido prescritas por médicos.

Gíria por denominação é considerada uma linguagem especial usada por certos grupos sociais pertencentes a uma classe ou uma profissão ou uma linguagem usada pelos gatunos, malandros e outras pessoas de hábitos duvidosos.

Veja algumas gírias usadas pelos usuários de drogas.
Queimar um - fumar
Mocosar - esconder
Caretaço - livre de qualquer efeito da maconha
Sussu - sossego
Rolê - volta
Pifão - bebedeira
Rolar - preparar um cigarro
Cabeça feita - fuma antes de ir a um lugar
Chapado - sob o efeito da maconha
Bad trip - viagem ruim, com sofrimentos
Nóia - preocupação
Marofa - fumaça da maconha
Tapas - tragadas
Palas - sinais característicos das drogas
Larica - fome química
Matar a lara - matar a fome química
Maricas - cachimbos artesanais
Pontas - parte final da maconha não fumada
Cemitério de pontas - caixinha ou recipientes plásticos usados para guardar as pontas
Pilador - socador para pressionar a maconha já enrolada dentro da seda
Dichavar o fumo - soltar a maconha compactada em tijolos ou seus pedaços e separar as partes que lhe dão gosto ruim
Sujeira - situação perigosa
Dançou - usuário que foi flagrado fumando
Mocós - esconderijos de droga

(Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba, 6ª edição, Editora Gente)
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