ALCOOLISMO - O Flagelo Social
Os que usam e abusam do álcool ou drogas, são rotulados pelo público como “viciados”, “fracos”, “malandros”, “sem-vergonhas”. Mas, na verdade, são doentes.
Alcoolismo é uma doença complexa, na qual o álcool atua como fator determinante sobre suas causas psicossomáticas pré-existentes no indivíduo.
Alcoolistas, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), são usuários compulsivos cuja dependência ao álcool chega ao ponto de lhes provocarem perturbações que afetam a saúde física, mental, e comportamental sócio-econômico. Por isso, necessitam tratamento médico e psicológico.
As repercussões sociais do alcoolismo são conhecidas. Lamentável é que o número de jovens e de mulheres alcoolistas vem aumentando no decorrer dos anos.
História
Noé teria sido o primeiro homem a plantar a vinha. A lenda conta que o Diabo irrigou a videira com sangue de três animais: o macaco, o leão e o porco, que simbolizavam as fases do alcoolismo.
1a. Fase – a do macaco – o alcoolizado fica inquieto, buliçoso, desinibido, livre, solto. Loquaz, contará até segredos íntimos. Daí o “in vino veritas”. Às vezes, após esse período inicial, ele pode ficar calado, deprimido, taciturno, sonolento. Este é o período do alcoolismo social.
2a. Fase – a do leão – o embriagado torna-se violento, impulsivo, agressivo, provocante, valentão, quer brigar, fica perigoso, podendo até acontecer crimes. Fase da embriaguez patológica.
3a. Fase – a do porco – o “bebum” perde a compostura, baba, lambuza-se, fica pueril e sórdido, cai no sono profundo. Fase do alcoolismo crônico em marcha para a demência alcoólica.
O problema do alcoolismo é médico-social e não policial, devendo ser considerado uma doença. Prestar atendimento ao alcoolista só através de assistência e tratamento, sem dúvida, já é alguma coisa. Mas é pouco, se refletirmos que o mais importante seria levantarmos frente na luta de prevenção ao alcoolismo em campanhas permanentes, atingindo todas as classes sociais e alertando, sobretudo a juventude sobre seus malefícios. |